sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Dia de chuva

No céu as nuvens pairam escuras e densas, com um aspecto que à outros olhos é assustador e aos meus, é sublime. O olhar mira o alto suplicando o melhor, torcendo pelo melhor. E ele vem. Vento, trovão, chuva. Solto os cabelos e fecho os olhos, permito-me sentir o movimento caótico do vento, mudando alternadamente de direção e força. As gotas de chuva caem frias no rosto, nos ombros. Como vários beijos, recebidos pelo corpo quente com suaves arrepios. O aroma, o som. A terra molhada e a sinfonia de gotas em folhas, galhos, pessoas. Há de mim, suspiros de satisfação, o momento faz-me plena e plena permaneço enquanto durar o momento. Uma alegria possível, esporática mas, ainda assim, possível.

Marília M.

Um comentário:

Natália Tavares disse...

~Lindo...
Mah poeta...
Ma poetise!

=)